Blutheme – A força do azul na próxima estação

Desde que as discussões de gênero ganharam maiores proporções, detalhes até então pequenos começaram a ser trazidos ao centro das atenções, para também serem questionados. E como a moda é resultado daquilo que vivemos, os padrões de cores, por gênero, não ficaram de fora dessa reflexão, e começaram a ser debatidos, pois, afinal de contas, não faz muito tempo que os tons de cores nos dividia entre feminino e masculino.
E para entendermos melhor a origem desse estereótipo, até então sem o menor sentido para o senso comum e que não tem nada a ver com biologia ou psicologia, e sim com marketing, é preciso olharmos para as possibilidades têxteis do século 19. A tintura de tecido naquela época era cara, então os pais não se preocupavam com isso. A definição das cores “certas” para cada gênero surgiu somente no início do século 20. Em 1918 nos EUA, essa definição de cores de roupas por gênero, colhida em catálogo da época, indicava que o rosa (sim, isso mesmo o rosa!), por ser mais forte, era adequado aos garotos e o azul, por ser considerado mais delicado, seria mais adequado às garotas! Foi só entre 1920 e 1950 que as lojas começaram a sugerir azul para eles e o rosa para elas por uma questão de estratégia de vendas de mercado à época, padrão este que perdurou até recentemente. Essa imposição social tem sido reforçada a partir de então.

 

Confirmação do desejo pela cor.
Nas últimas 4 coleções já se notava o crescente aumento dos tons nas paletas femininas, mostrando que, as várias opções de azul, numa mesma coleção, já não eram só uma exclusividade da linha de produtos masculinos. Durante nosso trend hunting para os relatórios da Trend2, encontramos estampas ultra femininas, bordados, acessórios diferenciados e, até mesmo, os looks monocromáticos, se mostraram bem comerciais na cor, em especial, para os tons intensos e brilhantes.

 

 

 

 

Cor + Estampa + história, uma combinação desejável!
Atualmente a cor está sendo mais expressada nos desenhos com linhas ornamentadas, cerâmicas no estilo oriental e português, por exemplo. Mas não generalize a onda, esse não é um revival da “moda do Azulejo” destaque do verão 2011. A tendência agora vêm carregada de personalidade cult, e traz como arte central o Chinoiserie, retrato do cotidiano oriental do século XVIII, gravado em cerâmicas europeias, com intuito de reproduzir os tradicionais vasos chineses tão desejados na era rococó.

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Capa: Anthropologie com edição de arte trend2

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